terça-feira, 13 de outubro de 2009

Jarinú City

Disseram que no final do arco-íris tem um pote de ouro, mas de qual lado estamos falando? Sei que do lado esquerdo existe uma escola de direção, na última rua, do bairro Bonanza de Jarinú, SP.

"O segundo melhor clima do mundo", diz a placa do centro da cidade, e com tantas subidas e descidas, nossa visão de mundo mudava literalmente. As vezes via-se as coisas de cima, e as vezes de baixo.

Como dizia o amigo "está tudo sob controle! Só não sei de quem", lá pude conhecer pessoas sensacionais da qual não se pode esquecer, um profundo significado cultural e também humorístico, para quem dizemos "está O. K." ou "não vejo problemas", com um leve sotaque alemão.

Para os lugares que visitamos não tenho dedos o suficiente para contar, embora não tenhamos visitado a esquina da Ipiranga com a avenida São João, fomos desde a 25 de março, passando pelo Shopping Parque Dom Pedro, até o restaurante Dona Nilza, entre outros.

Se foram dias felizes? Acredite, lá fica o pé do arco-íris, e quando você sobe a colina e vê o pôr-do-sol, assiste pica-pau no fim do dia, e ainda joga GP via rede wireless a noite, é hora de uma "celebração", "claro, temos que celebrar!". Desde que o "ser" não fique "apitando" logo pela manhã com seu olhar atravessado em sua expressão pesarosa de um canino desconsolado.

Mas se alguma coisa estiver perdida, não tema, pois certamente estará em algum lugar na pequena bolsa da minha irmã, que tal qual uma cartola, basta revirar para encontrar milagrosamente o objeto procurado.

A última rua do Bonanza, ou quase, havia uma estrada de terra pequena, que passava por algumas poucas casas, e se adentrarmos um pouco mais, era cercada de árvores, e um pequeno regato de água. Este é um atalho que dá para o centro da cidade.

Se não levou fé sobre o arco-íris, digo que apenas recordo do dia que uma chuva de poucos minutos causou uma enxurrada, e deixou a pequena árvore da frente encoberta por alguns centímetros, e logo tudo estava como antes. Durante a chuva, havia uma ótima impressão de que o arco-íris terminava bem na rua. Coisas que são curiosas, não?

Já disse o Rambo, "viva por nada, ou morra por alguma coisa" - e tantas coisas para recordar, e assim escrever. Na pequena cidade de Jarinú onde estive por 8 meses, o lugar que o peso das mãos de Deus me fez calar para sempre! Pois longe de ser como o Rambo, nem tão forte e nem tão filosófico, sei que tudo pertence a Deus, e com o tempo vamos entregando com alegria tudo o que dEle recebemos, até que possamos devolver a própria vida. Se foram dias espirituais, os últimos foram mais ainda.

Para Ruth e Thiago, meus irmãozinhos ;)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os melhores jogos do universo

Do Pac Man ao Prototype (Beta)

O título é mais para dar uma 'valor',

A vida esta repleta dessas coisas, wireless, bluetooth, blu-ray, multiplayer, mmorph, resumindo, a vida é como um videogame, tem todos essas modernidades e as vezes você pode dar reset. Quando não se tem nada para fazer em um dia frio, o melhor é pegar a coberta, e ligar o videogame.

Os jogos tomaram espaço no ramo do entrenimento. O GTA 4 , por exemplo , faturou 500 milhões de dólares só na primeira semana do lançamento. Se estamos na era do videogame, cade o meu?

Proganda, montanha de gente

O videogame começou mesmo foi na época da guerra, mas não no campo de batalha; e o interessante é que entre os melhors jogos atuais, alguns deles são de guerra.

O exército americano produziu há algum tempo um jogo de simulação de guerra, e agora está disponível para download; embora sinistro, a idéia era de treinar os jovens para a guerra sem que eles soubessem disso. Há um tempo atrás, eles daptaram processadores de Playstation 2, por se considerar que um desses equivalia a 5 ou mais PCs da época. Não é que videogames e guerras estejam relacionados (também), isso mostra como evoluímos na capacidade de processamento de vídeo.

Battlefield 2 - Jogo de Guerra

Mas a guerra fez aperfeiçoarem mais coisas, como a medicina, a computação, comunicação, transporte, e a vantagem das leis, dos tratados, dos direitos humanos, entre tantos outros - o videogame estava entre elas. Mas podemos dizer que é por causa da paz que essas coisas existem, a guerra é devastadora, mas a paz é mais poderosa, é criativa e unificadora, assim foram descobertos e aperfeiçoados o que temos hoje. Foram 2 guerras mundiais e 1 guerra fria (quase a 3ª), isso deve ser muito desgastante, imagino.

"Grande poderes trazem grandes responsabilidades" homem aranha

E o ramo dos jogos se tornaram cinematográficos, que parecem filmes interativos (e vice-versa?). O Half-Life (1998) foi revolucionário dos jogos de primeira pessoa, na qual você não apenas atira nos inimigos, você é conduzido pela história - foi tão revolucionário quanto o Doom (1993) dos jogos de tiro. Segue o vídeo ("pensamento do personagem não faz parte do jogo"):

Half-Life 1 Gameplay

O Half-Life 2 foi ainda mais revolucionário por sua nova engine - não me pergunte o que é isso. Contudo, Crysis e Far Cry, com um engine (Cry Engine) fantástico, trouxeram uma realidade inédita no ramo dos games.

Depois outros apareceram, até o Spielberg participou com o Medal of Honor (1999). O Call of Duty é um bom exemplo de jogo filme. Se o pessoal gosta e tem bom roteiro, vira filme, como o Resident Evil (1996) ou o Max Payne (2001), Silent Hill e etc. Alguns filmes viram jogos também, as vezes filme e jogo surgem ao mesmo tempo.

NBA 10 para Playsation 3


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clima

Se está bem quente? Está... Se existem 4 astações com características dominantes? Mas isso não acontece muito por aqui, fora nas regiões extremas.Nossa realidade é assim: dezenas de estações intercaladas, e nunca no mesmo período do ano subsequente. As previsões do tempo não são propositalmente imprecisas, é que sejam imprecisas,apenas invertidas, se é sol, é chuva, e vice-versa, quando não se torna uma tempestade de granizo, ou um furacão extra-tropical.

Nós estamos no Brasil, meu caro alguém, sensação térmica? Isso varia entre -20º a 60º C (na sombra), brincadeira, inadvertidamente, a mínima pode ser de 2º C, podendo chegar até 45º C. E se a chuva é prevista para cair durante o ano, em um mês o problema ta resolvido, um mês? Depende do lugar né, tem lugar que 2 dias a meta já está cumprida.

Agora falando da cidade da garoa, lembra? São Paulo, a cidade da garoa, da chuva ácida, e da inversão térmica, da enchente, e outras características locais. Qual é a característica aí da sua região? É quente e ensolarado? Aqui o clima é mais ameno [em termos jurídicos]: é procedente afirmar que a temperatura ambiente do tema corrente está de acordo com as normas incluídas neste discurso, pondendo pretender ao juri e ao leitor que a temperatura tende a aumentar gradativamente até atingir seu ápice ao meio dia.

Mas se você for para Bahia, não vai mais voltar (Zé Carioca).

Mas a questão é, o clima externo afeta nosso humor? E se assim for, será que o contrário também acontece? A chuva, por exemplo, você pode atrair de diferentes modos, quando deixa seu tênis no varal, quando está indo a pé ao trabalho e atrasado, etc.. Existe uma certa ironia na chuva, será?



"Here comes the sun... i and say, it's all right.. it's been a long, long lonely winter... here comes the sun.. the smiles are returning to the faces.." Beatles

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vemos sinais de que talvez sejamos bahá'ís quando..

Temos a meta de abrir GPJ
até o final do ciclo..

Quando almejamos o PIC com olhos brilhando,
ou ficamos felizes em monitorar um ABC,
ou facilitar um CE,
quando procuramos a comunidade de interesse,
e formamos uma EE,
e participamos do treinamento do album (de Anna)
Quando viajamos a vários lugares para aprofundamento,
com a ajuda do Conselho,
e onde encontramos pessoas de diferentes agrupamentos.

Quando conhecemos pela primeira vez um conselheiro,
ou descobrimos que alguém é MCA (?)
esbarramos com um facilitador-elo,
ou um coordenador de Instituto,
alguém do CEA,
ou de qualquer AELs.

Nós somos bahá'ís quando lemos as cartas da AEN!

Quando descobrimos que ANI não é uma pessoa..
e que o Instituto, não é do RUHI
Quando fazemos o Livro 1,
o Livro 2, 3, 4 , 5, 6 e o 7
e nos esforçamos em fazer as práticas,
visita aos lares ?
Se um agrupamento é A ou B
alguns são sementeiros
se assim for, você pode ser pioneiro

Nós somos bahá'ís quando amamos a família humana
com amor verdadeiro
e todas as religiões e raças, e todos os países e territórios..
o mundo inteiro..
quando trabalhamos pela paz e fraternidade universais!
E atestamos com toda convicção, que estes não são os últimos dias,
são os primeiros.


- "Ser bahá'í significa simplesmente amar a todos, amar a humanidade e trabalhar pela paz e fraternidade universais" 'Abdu'l-Bahá

domingo, 9 de agosto de 2009

"Quando morrermos, vai ter torta no céu.."

Por William Sears

"Os filhos de Sam Krieger vêm roubando as melancias de minha plantação há anos; é correto que eu acerte as contas com alguns poucos morangos."

Aí meu avô contou uma história. Era uma vez um garotinho, disse ele, que junto com toda sua família e amigos ficou perdido no vale da escuridão. Daí, sem querer, achou uma lanterna. Quando ele acendeu a lanterna, todos na escuridão do vale viram a luz e se apressaram em direção a ela. Com sua lanterna, o garotinho começou a conduzir o povo para fora daquele vale de escuridão, subindo o caminho da montanha. Primeiro cem pessoas o seguiram, depois mil, então dezenas de milhares. Todas as vezes que ele olhava para trás, ele via que mais pessoas o seguiam. Quando mais pessoas ele via, mais contente ficava consigo próprio e com seu ótimo trabalho. Ele continuou olhando para trás com mais frequência para ver quantas pessoas ele estava conduzindo para fora da escuridão. Quão orgulhoso estava ele, por ver quanta gente o seguia. Ele tropeçou, derrubando a lanterna, que foi agarrada por alguém atrás dele. A multidão o pisoteava conforme subia a montanha, deixando-o na poeira. Na verdade, não era a ele que seguiam. Era a luz que seguiam, e sem ela, o garotinho foi deixado no escuro.

"O mundo é assim, filho", disse meu avô. "É um vale de escuridão. Se você achar a luz, nunca tropece ou deixe cair, e lembre-se para sempre, que você não é muita coisa sem a luz. Somos todos como balões, e o espírito que brilha em cada um de nós é como o ar no balão. A não ser que seja pleno de espírito, é uma coisa murcha e inútil."

Conforme cruzamos o rio Ripple e viramos para estrada Tamarack, dois cães saíram correndo da fazenda de Jim Paterson e latiram para os cavalos. Vovô curvou-se e latiu para eles também. Os cachorros ficaram tão supresos que pararam no meio da estrada, viraram e correram para casa.

Um bando de pardais levantou vôo do meio da estrada quando Príncipe e Bela (dois cavalos) aproximaram-se, e buscou refúgio nos grandes carvalhos perto do moinho. Um rebanho de gado Holstein preguiçosamente bebia água na beira do rio. O grande sol amarelo continuava nos seguindo, e os cascos dos cavalos batiam compassadamente na estrada macia e os arreios soavam ritmados com a voz do meu avô, enquanto ele divertia todos na região:

"Vai ter torna no céu quando morrermos,
Quando morrermos vai ter torna no céu..."

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Nós mudamos para Crosby, Minnesota, alguns anos mais tarde. Vovô não queria que nós fôssemos. Ele dizia que Crosby era tão pequena que você teria que instalar o celeiro na vertical para mantê-lo dentro do perímetro urbano.

Por ocasião do Natal estávamos todos muito solitários. Meu pai disse que era caro demais levar uma família de seis pessoas até o meu avô. Mamãe concordou com tudo que ele disse, mas continuou fazendo nossas malas. Finalmente papai bateu os pés com firmeza, não no chão, mas nas plataformas da Estrada de Ferro Northern Pacific, a caminho da casa do vovô, que me levou a fazer compras no mesmo dia que chegamos. Havia nevado por dois dias e eu sabia que seria um ótimo Natal branco. Fomos à cidade no trenó, com Bela soltando fumaça pelas narinas como dois aquecedores de água. Vovô era tão rechonchudo como a maça Machintosh e suas bochechas eram quase tão vermelhas quanto ela. Sua face estava cheia de felizes rugas que se curvavam de todos os lados cada vez que ele dava suas risadas. Tio Cliff dizia que vovô era um motor de avião montado numa bicicleta. Sempre achei que vovô se levantava enquanto ainda estava escuro e cutucava o sol com um forcado. Ele amava cantar bem alto ao conduzir o cavalo e a charrete ou o trenó para o lado da cozinha para eu poder descarregar a compra sem precisar descer. Se o Clube das Senhoras estava reunido, ele cantava especialmente mais alto. Ele gostava de chocá-las.

Vovô já estava nos setenta anos, e se você perguntasse setenta e quantos, ele dizia-me confidencialmente, "levantando antes do sol, aproveitando cada momento do dia, trabalhando duro até a noite, depois indo deitar quando todos os outros estão se desgastando, na verdade, vivi não setenta, mas cento e quarenta anos. Portanto, esta é minha idade."

O coração dele não andava bem desde os vinte anos. Todas as vezes que ele tornava a se servir de um molho pesado, vovó dizia: "Lembre-se do que o médico lhe disse sobre seu coração, Mel."

Só pra desafiar, ele pegava mais outra concha do molho. "Médicos! Já enterrei três deles e farei o mesmo com esse novo jovem magrela."

(..)

Minha vida inteira com vovô foi cheia de memórias emocionantes. Algumas boas e várias ruins. Se você passasse mais de uma semana com ele, normalmente você estaria divertindo-se a cada minuto, quebraria um ou dois ossos, teria dores de estômago o tempo todo, e ficaria imaginando se ele seria realmente tão velho quanto diziam. O dia que fomos fazer compras de Natal, ele me fez sentir como se me levar para passear fosse o melhor programa que ele havia feito nos últimos anos.

"Olhe para aqueles flocos de neve, menino", ele me dizia. "Sinta este cheiro de inverno. Aproveite o máximo que puder." Daí vovô inalou com tanta força que as pontas de seus bigodes brancos levantaram, enconstando no seu nariz. Quando ele estava bem cheio de ar ele me deu um tapão violento nas costas, fazendo com que eu libertasse de todo o ar armazenado. "Seu velho avô está muito feliz porque você está aqui com ele para o Natal. Vamos aproveitar ao máximo!"

Então ele fazia cócegas no rabo de Bela com o chicote da charrete e ela saia pulando com um sapo, jogando-me para o fundo da charrete. Cantamos a duas vozes o "Vai ter torna no céu", até que vovô ficou contrariado. Eram os cartazes das lojas. Ele não gostava dos que tinha escrito Xmas. "O X marca o lugar de onde tiraram o Cristo do Natal", ele resmungava. Ele também não gostava dos preços. E alegava que quanto mais o público abrandasse e amolecesse, mais os preços subiam..

O que o mundo precisa, meu avô dizia, era de cinquenta semanas do verdadeiro espírito de Natal e de duas do outro. "Veja o sorriso amarelo do prefeito Fletcher. No dia 2 de Janeiro seu coração estará tão frio quanto os olhos do procurador do distrito."

"Por que, vovô?" perguntei. "Porque que as pessoas são boas somente por pouco tempo? Porque elas não podem ser boas o ano todo?"

A música de Natal foi enfraquecendo à distância conforme Bela entrava na macia neve sem marcas da rua Maple. Vovô me abraçou.

"É o jeito que as pessoas são, meu filho. Quando seus corações estão virados para as coisas materiais deste mundo, eles são escuros. Não há luz em seus rostos. Porém, quando eles se voltam para Deus, e esquecem as coisas mundanas, eles tornam-se luminosos e brilham por dentro. Na época do Natal eles procuram mais por Deus e Seu Mensageiro Cristo, do que em qualquer outra época do ano, assim existe um novo espírito no mundo, e por pouco tempo ele fica um lugar melhor para se viver."

(..)
"
(William Sears, A Graça de Deus)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A vida do além 'ou algo semelhante a isso'

Aviso! Você não deve ler este texto se tiver problemas cardio-vasculares, influenza, música no último volume, preguiça, dicionário de ortografia atual, e assim "substantivamente"..
"Nascer me estragou a saúde", disse Clarice Lispector, parafraseando o livro que ainda não li; a morte era um tema recorrente nos livros da autora (google em 0,35 segundos), mas a questão socio-filantrópica-filosófica-politico-ambiental não é da saúde da Clarice, (Não?), nãão, é sobre sofrimentos e correlatos..

Dizem que todos vamos morrer um dia, isso é fato, claro que no youtube você talvez encontre "eu vivi para sempre", e as respostas deles. No entanto, a questão a ser indagada diz respeito as perguntas universais (FAQs), quando morrermos, vamos encontrar nossos amigos e familiares? Se vamos morrer, por que nós vivemos? Dá para saber o dia que vamos morrer, e quem levaremos com nós ?

"Quando éramos do tamanho de uma bola de golfe, meu bisavô disse que muita gente ia arder no fogo do inferno" autor desconhecido .

Hmm, interessante, não acho realmente que o Google tenha a chave para todas as questões do universo, apenas para algumas, igual todo mundo, mas ninguém sabe onde está a fechadura. Se alguém soubesse, não ficaria perdendo o tempo pesquisando na Internet, e por isso tem tantos livros. Meu sonho é terminar algum livro.. brincadeira , este sonho já foi substituido por outro, juntar livros.
"Como você aprendeu isso muleque?!", "Com os livros" adaptado, autor conhecido .

A vida do além "ou algo semelhante a isso" está elevado além da nossa compreensão e capacidade, da mesma forma que uma planta não conseguiria, caso tivesse inteligência, compreender os animais e as vantagens de seus sentidos; e nem poderia o animal abranger a capacidade da compreensão humana. Em nosso padrão, somos capazes de abranger somente aquilo que é de um nível inferior ou menos complexo, coisas tais que, ainda assim, guardam segredos ainda não descobertos; o que dizer então de uma realidade totalmente desconhecida e inescrutável ?

"Felicidade é amar a Deus, e saber que é amado por Ele" autor - sei quem escreveu isso no msn, mas não direi.

Nós nos queimamos no fogo do amor, frequentemente, diariamente, imperceptivelmente, consequentemente (?), e lidamos com toda nossa sorte de revezes (e de sorte, ja foi dito), nós nunca estamos satisfeitos com nossa situação atual, porque o fogo é assim, tem que queimar, e queimar, e queimar. Nós somos como velas que se sacrificam a medida que apresenta sua chama, e o fogo do amor de Deus queima os véus que nos separam de Sua Beleza. Assim não devemos nos preocupar se vamos queimar ou se vamos para um jardim deleitável. Devemos, outrossim, ter medo de perder ou permanecer distante do amor do nosso Criador.

"Acende dentro de tua alma o fogo do amor:>Pensamentos e palavras queima em seu calor." Jalálu'd-Dín Rúmí (frase do Sete Vales)

Um outro autor conhecido, que não é dos livros, e que é anônimo, disse sobre o assunto - se não fosse o frio, as chuvas e tempestades, não teríamos construído casas, e também disse que nossa fé é testada constantemente.

"Põe em Deus toda sua esperança, e apega-te tenazmente à Sua infalível mercê" Bahá'u'lláh

Nós vivemos em um universo limitado, e ainda assim é imenso e infinito. Quão mais ilimitado não será o Reino do espírito, e quão maior será nossas responsabilidades e aspirações, ainda mais, tão mais insignificantes estaremos em comparação a temível grandeza dos céus e da terra. Um motivo pelo qual nada sabemos sobre a vida além dessa, é que conhecendo-a, possivelmente não haveria ninguém que desejasse ficar aqui por muito mais tempo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A vida é cheia de onda!

Quando a terra da uma volta em torno do sol termina um ciclo e começa outro - pode-se dizer também que o ciclo anterior é renovado. Por causa da rotação temos também os ciclos das estações, todo ano passamos por elas.

Na primavera a vegetação é rica, é verdejante e bela, as brisas refrescam e animam as folhas por todos os lados - da natureza, é a verdadeira vida. Depois vem o verão, é a época da frutificação e colheita, a vida se espalha por todos os lados e o calor e as chuvas atingem quase todas as regiões. Mas com a chegada do outono, as brisas se tornam ventos daninhos, caem folhas, morrem plantas e animais, e marcante é o frio. O inverno é, aparentemente, a morte da vegetação, o frio é devastador, e vem acompanhado de chuvas ou tempestades, e se o sol ilumina, seu calor não altera o clima - até que finalmente aparece a primavera, e a vegetação se irrompe em nova vestimenta, reiniciando o ciclo.

Dos inúmeros ciclos, existe o ciclo das estações espirituais da humanidade. Sempre que Aqueles Luminares da Verdade aparecem do Horizonte da Revelação de Deus, é a primavera divina - e uma nova vida vibra por todos os recantos da existência, e as cidades progridem, e as artes se renovam, as ciências se aperfeiçoam, as nações se tornam mais unidas - há sinais de força e vigor em toda parte. Se depois vem o verão, isso significa que os ensinamentos de Deus se espalham por toda parte, as leis são aplicadas e exercidas, os frutos da unidade e concórdia são colhidos através de todos os povos - são tempos de glória, o apogeu da nova capacidade humana. Quando, contudo, vier o outono, aparecerá os sinais de dissenção e discórdia, virá a corrupção e a sedição, e também o esquecimento daquelas nobres qualidades essenciais do homem. O inverno é a morte espiritual da humanidade, há corrupção em toda parte, a vida e a busca são meras palavras, e a religião é uma forma sem vida - não existe refúgio, os homens se rebaixam as ínfimas profundezas, as descobertas são lentas, e as artes não passam do reflexo de sua decadência - porém este é o limiar de uma nova época, porque depois virá a primavera espiritual, reiniciando o ciclo. Súbita e claramente, uma nova vida surge com a vinda de um novo Manifestante de Deus, iluminando o espírito de uma nova época. Seu esplendor, embora venha de um espelho diferente, reflete a luz do mesmo sol, e Sua linguagem é universal. O mundo floresce novamente, todos os povos fazem parte de uma nova criação, as realidades ocultas se tornam visíveis; há sofrimentos, pois é o dia do renascimento e da luz, é também o dia do juízo - aqui termina um ciclo, e inicia-se outro, é ainda o cumprimento das promessas antigas, é o consolo para todos os olhos.

Por isso acreditamos que vivemos em um novo ciclo, nos primeiros dias de uma época sem precedentes - porque se por um lado é perceptível a decadência de uma ordem em colapso, e da qual estamos sujeitos e somos influenciados, por outro há o aparecimento de uma nova civilização, imbuida de felicidade e progresso, de justiça e temperança, de paz e união perfeitas - essas são apenas algumas das características que hão de distinguir essa "nova e mais grandiosa Ordem Mundial."

"Uma nova vida vibra dentro de todos os povos da terra; embora ninguém lhe descobriu a causa, nem percebeu o motivo." Bahá'u'lláh

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Com trágica brevidade*

Relatividade é quando alguns dias de julho parecem alguns meses.
Esses dias foram bem relativos.

Não foram longos de ruim, foram longos de bom. E agora voltamos no tempo normal, eu acho.

Primeiro estava tudo combinado, e nos encontramos em Campo Grande (depois voltamos a esse tema) e de lá para Campinas (depois depois) com três companheiros; as bolachas e salgados não devem ser consumidos durante a viagem, devem ser o almoço do dia seguinte: e não foi tão ruim - o pão de queijo não estraga tão fácil.

Acho que depois de alcançar o hiper-espaço, o tempo já havia se modificado (se não me falha a memória) - porque as primeiras duas horas de descanso tinham parecido 5 ou mais, e as horas subsequentes mudavam frequentemente de padrão.

Conversávamos, eu e mais dois dos tripulantes, e aí que aparece mais um, mais uma, carregando uma pesada bagagem. HEHEHE, ela descia a escada tão confiante que nem fomos ajudá-la, mas ninguém reclamou, nem ela (desculpe). O sol já estava aparentemente indo descansar, mas nós não.

Depois de jantar com apenas algumas poucas pessoas, a madrugada foi interessante de novidades - de anotar os quartos e receber os estranhos, não que fossem estranhos. Mas eles se assustavam bem mais do que nós. Fomos informados "duas horas chega mais um'""Opa, esse fica com nós". Esse camarada ficou aproximadamente 1 mês sem casa, não sabemos todos os detalhes. Quando chegou os três companheiros ficaram trocando idéias no frio da madrugada (do lado de fora). Conforme se subia as escadas a temperatura diminuia, como nos Andes, e na mesma intensidade, o sinal do celular aumentava - isso deve ter alguma ligação.

No dia seguinte fomos direto seguir a programação - tudo certo. Não lembro-me mais de nada, depois do sono instantaneo, apenas da chegada de Samwise atrasado sentar na cadeira vazia ao lado. Esse foi um sinal. O Samwise teve de dormir em outro quarto no primeiro dia, e assim fez quase sem reclamar - o quarto onde estávamos devia incomodar o máximo de outros quartos em volta. Samwise mal poderia ficar fora dessa.

A programação do dia seguinte teve seu auge quando a complexidade dos temas nos fizeram lembrar daquelas aulas de cálculo, cuja matéria não era algo com que se podia aprender, não que não tivéssemos aprendido. Se antes mal sabíamos o motivo de la estarmos, agora havia certeza de que um pouco de prática poderia ser últil, diferentemente do "cáculo".

E eis que tivemos uma chance de correr para trocar o quarto, por um maior, de mais lugares - antes que pudéssemos mudar de idéia, a chave do quarto pequeno ja havia se quebrado. Agora Samwise estava apto a escolher livremente seu lugar, desde que não fosse nas laterais e dos dois lados embaixo. Ele naturalmente preferiu dormir em cima.

Tempo e espaço combinados - a noite fomos para a cidade da máfia, onde alguns foram mortos e não sei quem mais, eu também morri, há indícios de que o prefeito estivesse envolvido. Nossos pequenos atrasos sempre nos fizeram refletir.

Não seria tão bom se nem todos estivessem envolvidos, além disso, não seria tão bom se não fosse para todos, ou seja, todos de todos. Para os habitantes do local se podia perguntar "de onde és?" ao que responderiam "Tuiuiú", e você ? "Vagalume", e você ? Tinham vários, é interessante notar "Estrela do Vale", "Girassóis", "Janete Maia" - várias histórias sobre Janete Maia, e se a mãe do Bill não tivesse recontado recentemente teríamos nos esquecido de sua brilhante entonação.

Depois que se resume 6 livros, as coisas vão ficando mais claras; e desde que se anote os detalhes, não podemos garantir que sejam lembrados por muito mais tempo. "Que maravilha" se poderia dizer, parafraseando sua autora - que diga-se de passagem, diria "maravilhoso" mesmo se as coisas não estivessem tão bem assim.

Saindo de volta a Campo Grande, com um integrante adicional e de última hora, voltamos felizes, e um pouco pensativos de saber que havíamos esquecido algumas coisas. Eu um pouco mais do que "imaginava". Se havíamos ficado apenas 5 dias (que pareceram agradável 1 mês), mais 5 dias em Campo Grande, parecendo mais um mês, seria gravemente ótimo. Não importa para onde voltamos, estávamos frente a frente com as práticas daquilo que havíamos tentado assimilar em 5 dias.

Campo Grande? Fala sério, uma cidade ótima, onde você vê araras-azuis voando no meio dos prédios (rss), é verdade, mas não existe nenhuma esperando o sinal abrir. Campo Grande é a cidade do "mais" do Brasil em uma porção de coisas, é subjetivo, claro, mas fica aí registrado. Tanto é que se você andar bastante, pode chegar a Dourados, que está a apenas 3 horas e meia, eu acho.

Aqui o tempo é uma hora a menos, você pode assistir o jornal nacional e Jô Soares mais cedo, uma hora. Isso é relativo também.

* "Trágica brevidade" - expressão de Shoghi Effendi