Aviso! Você não deve ler este texto se tiver problemas cardio-vasculares, influenza, música no último volume, preguiça, dicionário de ortografia atual, e assim "substantivamente"..
"Nascer me estragou a saúde", disse Clarice Lispector, parafraseando o livro que ainda não li; a morte era um tema recorrente nos livros da autora (google em 0,35 segundos), mas a questão socio-filantrópica-filosófica-politico-ambiental não é da saúde da Clarice, (Não?), nãão, é sobre sofrimentos e correlatos..
Dizem que todos vamos morrer um dia, isso é fato, claro que no youtube você talvez encontre "eu vivi para sempre", e as respostas deles. No entanto, a questão a ser indagada diz respeito as perguntas universais (FAQs), quando morrermos, vamos encontrar nossos amigos e familiares? Se vamos morrer, por que nós vivemos? Dá para saber o dia que vamos morrer, e quem levaremos com nós ?
"Quando éramos do tamanho de uma bola de golfe, meu bisavô disse que muita gente ia arder no fogo do inferno" autor desconhecido .
Hmm, interessante, não acho realmente que o Google tenha a chave para todas as questões do universo, apenas para algumas, igual todo mundo, mas ninguém sabe onde está a fechadura. Se alguém soubesse, não ficaria perdendo o tempo pesquisando na Internet, e por isso tem tantos livros. Meu sonho é terminar algum livro.. brincadeira , este sonho já foi substituido por outro, juntar livros.
"Como você aprendeu isso muleque?!", "Com os livros" adaptado, autor conhecido .
A vida do além "ou algo semelhante a isso" está elevado além da nossa compreensão e capacidade, da mesma forma que uma planta não conseguiria, caso tivesse inteligência, compreender os animais e as vantagens de seus sentidos; e nem poderia o animal abranger a capacidade da compreensão humana. Em nosso padrão, somos capazes de abranger somente aquilo que é de um nível inferior ou menos complexo, coisas tais que, ainda assim, guardam segredos ainda não descobertos; o que dizer então de uma realidade totalmente desconhecida e inescrutável ?
"Felicidade é amar a Deus, e saber que é amado por Ele" autor - sei quem escreveu isso no msn, mas não direi.
Nós nos queimamos no fogo do amor, frequentemente, diariamente, imperceptivelmente, consequentemente (?), e lidamos com toda nossa sorte de revezes (e de sorte, ja foi dito), nós nunca estamos satisfeitos com nossa situação atual, porque o fogo é assim, tem que queimar, e queimar, e queimar. Nós somos como velas que se sacrificam a medida que apresenta sua chama, e o fogo do amor de Deus queima os véus que nos separam de Sua Beleza. Assim não devemos nos preocupar se vamos queimar ou se vamos para um jardim deleitável. Devemos, outrossim, ter medo de perder ou permanecer distante do amor do nosso Criador.
"Acende dentro de tua alma o fogo do amor:>Pensamentos e palavras queima em seu calor." Jalálu'd-Dín Rúmí (frase do Sete Vales)
Um outro autor conhecido, que não é dos livros, e que é anônimo, disse sobre o assunto - se não fosse o frio, as chuvas e tempestades, não teríamos construído casas, e também disse que nossa fé é testada constantemente.
"Põe em Deus toda sua esperança, e apega-te tenazmente à Sua infalível mercê" Bahá'u'lláh
Nós vivemos em um universo limitado, e ainda assim é imenso e infinito. Quão mais ilimitado não será o Reino do espírito, e quão maior será nossas responsabilidades e aspirações, ainda mais, tão mais insignificantes estaremos em comparação a temível grandeza dos céus e da terra. Um motivo pelo qual nada sabemos sobre a vida além dessa, é que conhecendo-a, possivelmente não haveria ninguém que desejasse ficar aqui por muito mais tempo.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Com trágica brevidade*
Relatividade é quando alguns dias de julho parecem alguns meses.
Esses dias foram bem relativos.
Não foram longos de ruim, foram longos de bom. E agora voltamos no tempo normal, eu acho.
Primeiro estava tudo combinado, e nos encontramos em Campo Grande (depois voltamos a esse tema) e de lá para Campinas (depois depois) com três companheiros; as bolachas e salgados não devem ser consumidos durante a viagem, devem ser o almoço do dia seguinte: e não foi tão ruim - o pão de queijo não estraga tão fácil.
Acho que depois de alcançar o hiper-espaço, o tempo já havia se modificado (se não me falha a memória) - porque as primeiras duas horas de descanso tinham parecido 5 ou mais, e as horas subsequentes mudavam frequentemente de padrão.
Conversávamos, eu e mais dois dos tripulantes, e aí que aparece mais um, mais uma, carregando uma pesada bagagem. HEHEHE, ela descia a escada tão confiante que nem fomos ajudá-la, mas ninguém reclamou, nem ela (desculpe). O sol já estava aparentemente indo descansar, mas nós não.
Depois de jantar com apenas algumas poucas pessoas, a madrugada foi interessante de novidades - de anotar os quartos e receber os estranhos, não que fossem estranhos. Mas eles se assustavam bem mais do que nós. Fomos informados "duas horas chega mais um'""Opa, esse fica com nós". Esse camarada ficou aproximadamente 1 mês sem casa, não sabemos todos os detalhes. Quando chegou os três companheiros ficaram trocando idéias no frio da madrugada (do lado de fora). Conforme se subia as escadas a temperatura diminuia, como nos Andes, e na mesma intensidade, o sinal do celular aumentava - isso deve ter alguma ligação.
No dia seguinte fomos direto seguir a programação - tudo certo. Não lembro-me mais de nada, depois do sono instantaneo, apenas da chegada de Samwise atrasado sentar na cadeira vazia ao lado. Esse foi um sinal. O Samwise teve de dormir em outro quarto no primeiro dia, e assim fez quase sem reclamar - o quarto onde estávamos devia incomodar o máximo de outros quartos em volta. Samwise mal poderia ficar fora dessa.
A programação do dia seguinte teve seu auge quando a complexidade dos temas nos fizeram lembrar daquelas aulas de cálculo, cuja matéria não era algo com que se podia aprender, não que não tivéssemos aprendido. Se antes mal sabíamos o motivo de la estarmos, agora havia certeza de que um pouco de prática poderia ser últil, diferentemente do "cáculo".
E eis que tivemos uma chance de correr para trocar o quarto, por um maior, de mais lugares - antes que pudéssemos mudar de idéia, a chave do quarto pequeno ja havia se quebrado. Agora Samwise estava apto a escolher livremente seu lugar, desde que não fosse nas laterais e dos dois lados embaixo. Ele naturalmente preferiu dormir em cima.
Tempo e espaço combinados - a noite fomos para a cidade da máfia, onde alguns foram mortos e não sei quem mais, eu também morri, há indícios de que o prefeito estivesse envolvido. Nossos pequenos atrasos sempre nos fizeram refletir.
Não seria tão bom se nem todos estivessem envolvidos, além disso, não seria tão bom se não fosse para todos, ou seja, todos de todos. Para os habitantes do local se podia perguntar "de onde és?" ao que responderiam "Tuiuiú", e você ? "Vagalume", e você ? Tinham vários, é interessante notar "Estrela do Vale", "Girassóis", "Janete Maia" - várias histórias sobre Janete Maia, e se a mãe do Bill não tivesse recontado recentemente teríamos nos esquecido de sua brilhante entonação.
Depois que se resume 6 livros, as coisas vão ficando mais claras; e desde que se anote os detalhes, não podemos garantir que sejam lembrados por muito mais tempo. "Que maravilha" se poderia dizer, parafraseando sua autora - que diga-se de passagem, diria "maravilhoso" mesmo se as coisas não estivessem tão bem assim.
Saindo de volta a Campo Grande, com um integrante adicional e de última hora, voltamos felizes, e um pouco pensativos de saber que havíamos esquecido algumas coisas. Eu um pouco mais do que "imaginava". Se havíamos ficado apenas 5 dias (que pareceram agradável 1 mês), mais 5 dias em Campo Grande, parecendo mais um mês, seria gravemente ótimo. Não importa para onde voltamos, estávamos frente a frente com as práticas daquilo que havíamos tentado assimilar em 5 dias.
Campo Grande? Fala sério, uma cidade ótima, onde você vê araras-azuis voando no meio dos prédios (rss), é verdade, mas não existe nenhuma esperando o sinal abrir. Campo Grande é a cidade do "mais" do Brasil em uma porção de coisas, é subjetivo, claro, mas fica aí registrado. Tanto é que se você andar bastante, pode chegar a Dourados, que está a apenas 3 horas e meia, eu acho.
Aqui o tempo é uma hora a menos, você pode assistir o jornal nacional e Jô Soares mais cedo, uma hora. Isso é relativo também.
* "Trágica brevidade" - expressão de Shoghi Effendi
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